sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

19/02/2021 - 152° dia

Pois então, continuo na mesma, simplesmente nada mudou. Tive algumas crises de falta de ar terríveis, inclusive um desmaio que acredito ser pela falta de ar, pois foi depois de esforço. Durante a limpeza da casa antiga (nos mudamos no começo desse mês), após usar muita água sanitária, passei muito mal, tive a sensação de estar queimando tudo por dentro e muita dor nas costas. Segunda tenho retorno com pneumo, vamos ver no que vai dar. E por conta disso fui atrás dos meus exames realizados no hospital. Para minha surpresa fiquei sabendo somente que eu tive um comprometimento de mais de 50% dos pulmões. Fui atrás para descobrir sobre essa porcentagem e encontrei esse trecho de uma reportagem da CNN sobre um cantor sertanejo que ficou bem mal há pouco tempo. Segue abaixo a conclusão do meu exame e trecho da reportagem.

Conclusão: Opacidades em vidro fosco e consolidativas multilobares, com predomínio periférico, de aspecto inflamatório / infeccioso, compatíveis com etiologia viral, sobretudo COVID-19*, comprometendo mais de 50% do parênquima pulmonar.

Trecho da reportagem: Segundo ele, há risco de morte em comprometimento de partes do pulmão acima de 50%, "mas a evolução é muito heterogênea", assim como a própria doença. Com isso, o pneumologista diz que o paciente precisa do suporte para que o corpo lute contra o vírus.

"Pacientes precisam de uma boa atenção médica com todos os medicamentos e suportes, e esperar uma resposta do indivíduo com relação ao combate à doença", disse. "Nós ajudamos, mas não temos uma medicação como estamos acostumados. Para cada paciente, isso pode ser diferente".

O médico ressaltou que há chances de recuperação total do pulmão, que tem a capacidade de se regenerar, mas também é possível que haja sequelas.

"Se a lesão pulmonar for muito agressiva, independente do percentual, pode deixar marcas como cicatrizes", explicou. Segundo ele, isso causa uma disfunção ou endurecimento pulmonar, o que pode diminuir a capacidade respiratória.

"Quando [o paciente] tem essas cicatrizes em grande quantidade, essa capacidade de encher e esvaziar os pulmões é diminuída e impede a respiração normal do paciente", esclareceu, destacando que é necessário fazer acompanhamento do pulmão mesmo após a recuperação da Covid-19.

"Entre a recuperação total e a pessoa ficar com o pulmão permitindo todas as atividades, o outro lado também é verdadeiro em relação a essas sequelas. A evolução do caso é que vai dizer. Temos que apostar que a medicina e a ciência ajudem no jeito positivo", concluiu.

É isso pessoal, se cuidem! Alguns já dizem que estamos vivendo uma terceira onda aqui no país, eu já penso que nunca saímos da primeira. Aqui em SC muitos hospitais nem estão recebendo mais pacientes com covid.

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01/04/2021 - 193° dia

Pois é, a batalha pós covid continua. Parei um pouco com as caminhadas devido ao meu cansaço mental por estresse. Vida anda um pouco caótica...